A interligação do sistema elétrico brasileiro é uma faca de dois gumes. Traz a vantagem de distribuir a energia de regiões mais providas para outras com menos unidades de geração, mas também contribui para o efeito dominó que causou esse apagão em vários estados do país.

Por que?

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Fazia uns duzentos anos que a fechadura da porta de entrada da minha casa estava com problema. Às vezes a chave enganchava dentro em uma posição que não permitia abrir ou fechar a porta e nem tirar a chave. Tinha que ficar dando vários vai-e-vens para poder tirá-la. Era uma falha de segurança, pois nos últimos meses estávamos dormindo com a porta aberta, confiando apenas nos cadeados do portão (principal barreira da casa) e em um ferrolhinho mixuruca que eu sempre burlava quando chegava tarde.

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Tubos e conexões

Hoje em dia, a maioria absoluta das tubulações em uma residência (e fora dela também) é feita em cloreto de polivinila, que é obtido a partir de sal e de petróleo. Mas não chegue a uma loja de materiais de construção pedindo um tubo de meia polegada de cloreto de polivinila não, que você pode apanhar. Peça um cano de PVC que será atendido.

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A instalação hidráulica residencial

O primeiro elemento que a água encontra quando chega em sua casa é o hidrômetro, ou medidor de água (ou “rezistro”, para algumas pessoas).  O medidor, como todo mundo sabe, registra (ou “rezistra”) o volume em metros cúbicos da água consumida em sua residência . O cara da companhia de água passa todo mês na sua casa e compara o valor encontrado no medidor com a medição do mês anterior para saber quantos metros cúbicos de água foram consumidos em sua casa. Um metro cúbico equivale a mil litros.

Hidrômetro

Normalmente próximo ao hidrômetro – ou antes, ou depois – existe uma válvula, que controla a passagem de toda a água de sua residência. Fechando esse negócio, para de subir água para a caixa d’água. A caixa d’água que todo mundo conhece é uma caixa cheia d’água. Pode ser tanto em alvenaria como em materiais sintéticos como plástico ou fibra de vidro. A principal função dela é manter uma reserva caso haja algum desabastecimento momentâneo pela companhia de água. Aqui no nordeste ela tem uma segunda função que é esfriar a água que normalmente chega quente da rua. Escaldante se você morar em Mossoró. Entre o hidrômetro e a caixa d’água existe a torneira do jardim e a lavanderia.

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Bom, agora que você já sabe o funcionamento e a importância do fio terra, é bom saber também como instalar e fazer bom uso dele em casa. Montar uma instalação de aterramento em uma residência pode ser uma tarefa simples ou não, dependendo da arquitetura de sua casa e se você têm ou não quintal e/ou jardim. Se você mora em apartamento, talvez seja preciso a ajuda de um profissional. Mas, antes de fazer isso, lembre-se que um verdadeiro Buliçoso das Galáxias precisa tentar primeiro com as próprias mãos, e não chama um profissional enquanto não tiver derrubado uma parede inteira ou perdido pelo menos dois dedos.

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Nesses tempos de aquecimento global e ecologia em alta, vou falar de um assunto muito importante: o terra. Não o planeta, mas o elemento de proteção elétrica.

Você, como um bom aspirante a buliçoso das galáxias, com certeza conhece o famoso fio terra (sem duplo sentido, por favor), presente em muitos equipamentos elétricos, principalmente em geladeiras, máquinas de lavar, fogões com acendimento elétrico, fornos de micro-ondas e, é claro, computadores. Aquele fiozinho verde que é muitas vezes esquecido tem uma grande importância, não necessariamente para o funcionamento do equipamento em si, mas para a continuidade de nossa vida.

Por que esse nome?

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena Pau dos Ferros, costumava ver um objeto muito estranho atrás da geladeira. Era uma latinha de margarina cheia de areia, com um fiozinho verde subindo até a traseira do eletrodoméstico. Meu pai, com sua lógica de técnico agrônomo, me dissera que aquele era o fio o terra e que ele precisaria, obviamente, ficar enterrado. Totalmente perdoável. Eu só fui entender a utilidade daquele fio já eletrotécnico barbudo.

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Continuando o falatório sobre lâmpadas, vamos falar sobre lâmpada fluorescente, que hoje em dia está sendo substituída pela lâmpada PL, que utiliza o mesmo princípio, mas em uma montagem mais compacta.

A lâmpada incandescente utiliza o calor para gerar luz. Essa forma de iluminação é utilizada pelo homem desde o tempo em que algum mais esperto aprendeu a acender fogueiras, lá nas cavernas ainda. Já a lâmpada fluorescente utiliza um princípio mais elaborado.

Você já deve saber que o átomo é formado por um núcleo, com prótons e nêutrons, e uma ruma de elétrons ao redor. Esses elétrons estão arrumados em camadas, ou seja, estão distribuídos a determinadas distâncias do núcleo e permanecem fixos nessas distâncias quase sempre. Os elétrons mais próximos do núcleo têm menos energia do que os que estão mais distantes. Se um elétron ganhar energia, ele muda para uma camada mais elevada. Quando vai para uma camada inferior, o átomo libera energia. Essa energia é liberada na forma de um negocinho chamado fóton. Fóton é a unidade elementar da energia eletromagnética (só lembrando que luz é uma forma de eletromagnetismo). A lâmpada fluorescente é um tubo cheio de átomos que, de alguma forma, têm seus elétrons mudando de camada e liberando fótons, e, consequentemente, luz.

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No post de hoje, vou ensinar como fazer a ligação de uma lâmpada simples, seja ela uma lâmpada PL ou uma incandescente. No próximo eu ensino a ligar uma lâmpada fluorescente, que é um pouquinho mais complicada.

Pra não ficar um post curto vou explicar o princípio de funcionamento da lâmpada incandescente. Mais pra frentemente eu falo sobre a fluorescente.

A lâmpada incandescente

Esse é o mais famoso tipo de lâmpada, mas que está em decadência devido a sua baixa eficiência. Foi esse o tipo de lâmpada que foi inventado por Thomas Edison, em 1879. Seu funcionamento é simples: uma corrente elétrica flui por um filamento, que aquece e se torna incandescente – taí o porquê do nome.

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Como eu havia prometido e esquecido, vou falar um pouco como é uma instalação elétrica residencial básica aqui no Brasil.

A tomada, que todo mundo conhece, tem normalmente dois ou três buraquinhos. A fase e o neutro e, ainda opcionalmente, o terra. A tomada é embutida na parede em uma estrutura de PVC (preta ou amarela) chamada caixa de embutir. Nela, fica acomodada a parte interna e fiação da tomada ou interruptor.

Caixa de embutir em PVC

A caixa de embutir é quase sempre de tamanho padronizado de 4 x 2 polegadas. Na figura dá pra ver que ela possui uns círculos que se destacam para encaixar os eletrodutos, que podem ser rígidos ou flexíveis. Aqui em Natal, os eletrodutos flexíveis são chamados de conduítes, mas pelo que deu pra entender, parece que conduíte é sinônimo de eletroduto de maneira geral no resto do país. Os eletrodutos servem para proteger a fiação elétrica dentro da parede – ou fora, no caso de instalações aparentes. Os rígidos são vendidos em varas de 3 metros e os flexíveis do tamanho que você quiser. Os mais usados são os de bitola (diâmetro) de 1/2, 3/4 e 1 polegada, dependendo da quantidade de fios requerida.

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Antigamente, quando os homens eram homens e aprendiam sobre eletricidade levando choque ao invés de ler em livros, um inglês chamado Michael Faraday inventou a sua gaiola. O tal Faraday (que não era personagem de Lost) era muito ruim de matemática, mas foi um grande cientista, cuja maior parte das suas descobertas se deu mais através de experimentos práticos do que de teóricos. Aliás, tem um amigo meu que talvez adorasse os seis princípios de Faraday. Grande parte de seus experimentos envolviam altas tensões e descargas elétricas de grande potência. Essas descargas, entre outras coisas, têm a capacidade de induzir um campo eletromagnético que pode interferir em outros equipamentos elétricos.

Faraday descobriu que o interior de clausuras condutoras não sofre nenhuma interferência de campos eletromagnéticos gerados em seu exterior. Ou seja, se você tiver um invólucro protetor – mais ou menos como uma gaiola – feito de material condutor, o seu interior estará protegido de qualquer interferência eletromagnética do exterior, desde que o comprimento de onda da interferência seja maior que as brechas da gaiola.

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