junho 2009


Como eu havia prometido e esquecido, vou falar um pouco como é uma instalação elétrica residencial básica aqui no Brasil.

A tomada, que todo mundo conhece, tem normalmente dois ou três buraquinhos. A fase e o neutro e, ainda opcionalmente, o terra. A tomada é embutida na parede em uma estrutura de PVC (preta ou amarela) chamada caixa de embutir. Nela, fica acomodada a parte interna e fiação da tomada ou interruptor.

Caixa de embutir em PVC

A caixa de embutir é quase sempre de tamanho padronizado de 4 x 2 polegadas. Na figura dá pra ver que ela possui uns círculos que se destacam para encaixar os eletrodutos, que podem ser rígidos ou flexíveis. Aqui em Natal, os eletrodutos flexíveis são chamados de conduítes, mas pelo que deu pra entender, parece que conduíte é sinônimo de eletroduto de maneira geral no resto do país. Os eletrodutos servem para proteger a fiação elétrica dentro da parede – ou fora, no caso de instalações aparentes. Os rígidos são vendidos em varas de 3 metros e os flexíveis do tamanho que você quiser. Os mais usados são os de bitola (diâmetro) de 1/2, 3/4 e 1 polegada, dependendo da quantidade de fios requerida.

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Antigamente, quando os homens eram homens e aprendiam sobre eletricidade levando choque ao invés de ler em livros, um inglês chamado Michael Faraday inventou a sua gaiola. O tal Faraday (que não era personagem de Lost) era muito ruim de matemática, mas foi um grande cientista, cuja maior parte das suas descobertas se deu mais através de experimentos práticos do que de teóricos. Aliás, tem um amigo meu que talvez adorasse os seis princípios de Faraday. Grande parte de seus experimentos envolviam altas tensões e descargas elétricas de grande potência. Essas descargas, entre outras coisas, têm a capacidade de induzir um campo eletromagnético que pode interferir em outros equipamentos elétricos.

Faraday descobriu que o interior de clausuras condutoras não sofre nenhuma interferência de campos eletromagnéticos gerados em seu exterior. Ou seja, se você tiver um invólucro protetor – mais ou menos como uma gaiola – feito de material condutor, o seu interior estará protegido de qualquer interferência eletromagnética do exterior, desde que o comprimento de onda da interferência seja maior que as brechas da gaiola.

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