No post de hoje, vou ensinar como fazer a ligação de uma lâmpada simples, seja ela uma lâmpada PL ou uma incandescente. No próximo eu ensino a ligar uma lâmpada fluorescente, que é um pouquinho mais complicada.

Pra não ficar um post curto vou explicar o princípio de funcionamento da lâmpada incandescente. Mais pra frentemente eu falo sobre a fluorescente.

A lâmpada incandescente

Esse é o mais famoso tipo de lâmpada, mas que está em decadência devido a sua baixa eficiência. Foi esse o tipo de lâmpada que foi inventado por Thomas Edison, em 1879. Seu funcionamento é simples: uma corrente elétrica flui por um filamento, que aquece e se torna incandescente – taí o porquê do nome.

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Antigamente, quando os homens eram homens e aprendiam sobre eletricidade levando choque ao invés de ler em livros, um inglês chamado Michael Faraday inventou a sua gaiola. O tal Faraday (que não era personagem de Lost) era muito ruim de matemática, mas foi um grande cientista, cuja maior parte das suas descobertas se deu mais através de experimentos práticos do que de teóricos. Aliás, tem um amigo meu que talvez adorasse os seis princípios de Faraday. Grande parte de seus experimentos envolviam altas tensões e descargas elétricas de grande potência. Essas descargas, entre outras coisas, têm a capacidade de induzir um campo eletromagnético que pode interferir em outros equipamentos elétricos.

Faraday descobriu que o interior de clausuras condutoras não sofre nenhuma interferência de campos eletromagnéticos gerados em seu exterior. Ou seja, se você tiver um invólucro protetor – mais ou menos como uma gaiola – feito de material condutor, o seu interior estará protegido de qualquer interferência eletromagnética do exterior, desde que o comprimento de onda da interferência seja maior que as brechas da gaiola.

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Lá no átomo

Lembrando as aulas de ciências da escola, todo corpo é formado por átomos. Os átomos são formados por um núcleo, com prótons e nêutrons, rodeado por elétrons. Os prótons são positivos, os elétrons são negativos e os nêutrons são neutros (dã). Lembrando também aquela regra de ouro que diz que “os opostos se atraem”, cargas positivas atraem cargas negativas e vice-versa.

Peguemos agora uma barra de ferro, que também é formada por átomos e que estão cheios de elétrons. Alguns desses elétrons (os da última camada) ficam pulando de um átomo para o outro da barra de ferro. São os chamados elétrons livres. Quando um elétron pula de um átomo A para um átomo B, o A fica com falta de elétrons e o B com excesso, fazendo com que o átomo A fique carregado positivamente (por ter mais prótons que elétrons) e que o átomo B fique carregado negativamente (por ter elétrons demais). Assim, os elétrons que estão pulando na vizinhança serão atraídos pelo átomo A da mesma forma que serão repelidos pelo B. Esse movimento é aleatório e sempre que um átomo perde um elétron ele ganha outro do vizinho, de forma que os átomos fiquem o tempo todo “trocando figurinhas”.

Coloque agora um pacote de átomos carregados positivamente próximo a uma extremidade da barra de ferro – chamemos de extremidade P –  e na outra – extremidade N – coloque outro pacote de átomos, carregados negativamente (com excesso de elétrons). Na extremidade (ou pólo) N os elétrons livres da barra serão repelidos pelos átomos negativos do pacote e vão se afastando da extremidade. De forma semelhante, o pacote de átomos positivos do pólo P vão atrair os elétrons que estão sendo repelidos pelo polo N. O resultado disso é um fluxo de elétrons do pólo negativo para o pólo positivo da barra. Eventualmente, todos os elétrons em excesso do pacote N vão chegar no pacote P. Com isso, os dois pacotes passam a ter a mesma quantidade de prótons e elétrons, ficando neutros. Desse jeito, ninguém atrai nem repele ninguém, cessando o fluxo. É o que acontece quando uma bateria descarrega.

Na bateria, os pacotes – positivo e negativo – são os pólos da bateria. A barra de ferro seria o condutor, que é por onde flui a eletricidade. Em aplicações práticas, essa barra de ferro seria um carrinho a pilha ou um lâmpada, por exemplo.

É por isso que todo equipamento elétrico possui dois fios: um pra cada polo.

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